Capítulo 3 – A última chance
C- Então você vai me pagar uma pipoca, hein, hein?
A- Claro, por que não? Só se depois você e eu formos até a praça sozinhos.
C- Hmmmmmm, vai com calma, garotão. Vamos curtir a festa um pouco.
A- Claro, afinal as turmas deram ajuda à escola para organizar quase tudo.
C- Festa junina é uma das melhores épocas do ano. As comidas, as danças… e passando contigo é ainda mais incrível.
Eu me lembro… lembro desse dia bem. Essa vai ser a hora em que…
???- CLEAR, CADÊ VOCÊ?!
C- MERDA.
A- O que foi?
???- AAAH, ENTÃO VOCÊ TÁ COM ESSE BOSTINHA AÍ?!
C- Mãe, não fala assim do Alex!
A- Ela é sua mãe? Desculpe, senhora, eu sou namor-
Mrs.C- CALA A BOCA! VOCÊ NÃO TEM VERGONHA EM ESTAR COM MINHA FILHA?!
A- Como assim?
Mrs.C- Um sujeitinho como você, com minha pequena filha, é degradante. Você nem se compara aos antigos relacionamentos dela!
C- CHEGA, MÃE!
Mrs.C- CHEGA NADA! ESCUTA UMA COISA, SEU MOLEQUE: EU NÃO QUERO VER VOCÊ PERTO DA MINHA FILHA, ENTENDEU?! ESSA PALHAÇADA ACABA HOJE. Vamos embora, Clear!
Foi tudo muito rápido. Eu só pude ficar ali parado, sem fazer nada. Lembro de ter voltado pra casa, mandado mensagem para a Clear e ver que ela tinha me bloqueado…
Mas isso tudo é tão estranho… é como se eu estivesse naquele momento de novo, porém em outra visão… Ah, entendi.
???- Alex Costa, pode responder a pergunta no quadro?
A- Uh…
De repente, levanto a cabeça e vejo a sala toda me observando. Eu tinha apagado sem querer, logo no meio da aula do Cláudio Antônio…
No quadro só tem umas fórmulas matemáticas. Não penso muito e falo logo o que possivelmente é o resultado.
A- Bom, a raiz quadrada de 9 é 3.
Prof.C- Hm, pelo visto tava com os ouvidos presentes na minha explicação.
Olho para o lado e vejo Tuthur me encarando. Eu pergunto por que ele não me acordou, e ele simplesmente faz uma cara do tipo “você parecia bem confortável”.
O sinal toca e, quando saio pelo corredor, me deparo com a pior coisa possível: a garota da minha vida (ou melhor, que era da minha vida) falando com a pessoa mais doentia que conheço.
Sim, era o Mahon falando com a Clear.
Decido me virar para a estante, fingindo ver os livros de geografia, enquanto espero essa “discussão” terminar. Finalmente vejo a Clear descendo e o Mahon indo também, mas eu o puxo pelo capuz do casaco para a porta da sala do 5º ano.
A- Que porra foi essa?
M- Eae, fui bater um papo com ela.
A- Mano… o que tu falou?
M- Nada demais, só perguntei sobre a vida depois do projeto e blá blá blá.
A- Me fala logo o que tu falou com ela.
Ele começa a sair andando e me leva junto, descendo as escadas até o primeiro andar da escola.
M- Relaxa, ela não sabe que eu sou seu amigo, nem nada do tipo. Só queria ver se ela continua a mesma de antes.
A- Hm… e aí?
M- Cara, não lembrava dela com todos esses “air bags”.
A- Aaaah, vai se fuder, na moral.
Andamos até o pátio, onde decidimos nos sentar em um banco. O clima era frio e nublado. Crianças e jovens brincavam e conversavam por todo lado, era um ambiente bem agitado.
Como de costume, a Clear foi em direção ao refeitório. Eu a encarava de costas, pensando no meu “sonho”.
M- Então tu ouviu tudo ou tava explicando a situação aos leitores?
A- É o quê?
M- Deixa pra lá, já vi que tu não entendeu o plano.
A- Que plano…?
M- Vamos fazer a mamãe Golem da sua amada se tornar a melhor sogra do mundo, hehehe.
A- Como pretende fazer isso?
M- Vou te explicar, e presta atenção que vai durar o intervalo inteeeeiiiro.
Fim do Capítulo 3.
Nota do autor: Foi mal esqueci de adicionar o conteudo do capitulo rs.