No coração da Amazônia, existe a Academia Muril, uma cidade-portal protegida por uma árvore ancestral, onde os jovens que despertam pelo sangue aprendem a compreender o sobrenatural e a energia da Terra.
O Despertar do Sangue ocorre aos 18 anos, quando o sistema da Terra avalia o espírito, o caminho, as virtudes e os bônus de cada indivíduo, determinando o Salão ao qual ele pertence.
Cada Salão reflete os valores de uma tribo indígena, guiando os desperto na jornada de domínio espiritual, sobrevivência e crescimento pessoal. Animais inteligentes atuam como observadores da Terra, guiando os novos despertos até a Academia, enquanto espíritos ancestrais testam suas decisões e fortalecem sua ligação com o mundo natural.
Entre rituais, desafios e aprendizado, os jovens descobrem seu verdadeiro potencial e a responsabilidade que vem com a herança de seus ancestrais.
Em uma noite silenciosa na cidade, enquanto as luzes das ruas piscavam e os sons urbanos se misturavam ao vento, uma energia antiga começava a despertar. O mundo ao redor parecia desacelerar; o ar carregava um peso invisível, e algo profundo dentro do jovem vibrava em sintonia com a Terra.
Então, diante de seus olhos, uma tela de luz surgiu flutuando no ar, escrita em caracteres que pareciam antigos e modernos ao mesmo tempo. O Sistema da Terra falava, sem som, apenas como se fosse lido diretamente pelo olhar:
SISTEMA DA TERRA – PAINEL DE RECONHECIMENTO
Nome do Desperto: ???
Idade: 18 anos
Tribo Ancestral Reconhecida: ?
Espírito Guardião: ???
Caminho: ???
Virtudes e Bônus: ???
A energia do mundo parecia concentrar-se nesse instante. O Despertar estava prestes a acontecer. Um animal observador da Terra sentiu a mudança, aproximando-se silenciosamente, ainda oculto, como se fosse parte da própria sombra da noite.
O Elo da terra pairava no horizonte, aguardando a decisão do Sistema e a primeira reação do jovem, que mal podia imaginar a dimensão da jornada que estava prestes a começar.