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Escolhas Incertas sem Pensar
- É como aquilo que a gente te disse várias vezes filha, respira, entra lá, e faz o que for pra fazer do seu jeito!
- Sim meu bem, esse não é um programa difícil pra você, trata como um.. Encontro com amigos!
Veronika tremia um pouco enquanto sua mãe ajustava sua roupa, ela arruma o cabelo da garota rapidamente, o seu pai esperava com um sorriso no rosto ao lado das duas, com a mão no ombro de sua filha – Nos bastidores, a única luz que os iluminava, era a do estúdio mais a frente, enquanto o barulho das risadas de crianças enchiam Veronika com o que talvez fosse, mais nervosismo ainda.
- Tá bom mamãe, papai, eu vou dar o meu melhor tá bom?
- Veronika, vamos te esperar bem aqui certo? Dá o seu melhor então filha.
Ela levanta a cabeça, dando um sorriso limpo, embora levemente forçado, estava tentando espantar todo o nervosismo que sentia, ela se vira e entra no set de filmagens com passos lentos e medidos, somente para ver todas aquelas crianças em um cenário pré-montado ao envolta do Senhor Dino, o famoso mascote entre as crianças daquela época, ela havia somente assistido o programa previamente para dar o seu melhor como uma das participantes da plateia naquela semana, se destacaria entre todas as outras crianças, essa era sua vontade para aquele momento.
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Veronika abre os olhos, enquanto sua visão começava a tomar forma de tudo ao seu redor, ela escuta brevemente uma conversa estranha de um homem falando alto com o que poderia ser uma mulher, que não parecia falar a sua língua, ela encara o teto de ladrilhos brancos e uma lâmpada mais ao canto que iluminava a sala escura.
- Desse jeito ninguém aguenta. Queria eu ter tradutor pra entender esses porra.
Bane se ajeita no pequeno sofá acolchoado do hospital, mesmo que ele fosse maior que a poltrona e ela o deixasse de forma desconfortável sentado, ele se vira e vê a garota que tentava começar a associar tudo ao seu redor, ela estava com um olhar confuso, afinal provavelmente não sabia o que estava acontecendo. Assim que seus olhos reconhecem a silhueta de Bane, ela abre como em um susto, e tenta se sentar na cama, mas ao tentar seus braços falham e doem, o que faz com que a garota desista.
- Acordou Veronika?
Seu olhar para a garota era seguido de um sorriso e uma risada baixa enquanto ele analisava os movimentos cansados e sem força dela, embora naquela situação, era bom saber que Veronika estava bem a princípio.
- B-Bane..
Ela vira o rosto para os dois lados, observando a sala, era um quarto relativamente pequeno com somente uma cama onde ela estava deitada, um típico quarto de hospital, uma TV de formato diferente estava grudada na parede a frente, e do outro lado, uma cortina longa cobria a janela, mas por suas frestas passava a luz da lua, indicando que no mínimo ela havia dormido por algumas horas.
- O que aconteceu enquanto eu dormia? Foi muita coisa?
Veronika consegue finalmente se sentar na cama, seu corpo tremia e parecia formigar constantemente, ela fraquejava como se ainda não estivesse com o controle de todo o seu corpo, mas mesmo assim, olha de forma um pouco preocupada para Bane, sua mente se enchia de vários e vários pensamentos, era inconcebível ela dormir tanto durante uma missão que poderia ser tão perigosa.
- Você tá bem? Tá todo mundo bem?
- Não se preocupa viu? Eu sou de ferro!
Bane bate em seu peito com um sorriso de um lado ao outro do rosto, e levanta um pouco a camiseta mostrando as bandagens dos ataques que havia levado, tanto na luta anterior quanto na antes dessa mesma.
- Eu já tô cem por cento Veronika, quanto aos outros, se eu for resumir. A gente entrou em uma batalha enquanto estavam todos já muito cansados, e acabamos tendo que.. Como posso dizer? Uma retirada estratégica. Mas, todo mundo tá.. Vivo.
Seu rosto desce para uma expressão um pouco mais nervosa e preocupada enquanto ele fala, mas tentando manter ao máximo a pose, eles fugiram, mas as condições do combate haviam sido muito difíceis de lidar para que ganhassem, deveriam priorizar a vida de Dash e foi isso que fizeram.
- Isso me deixa aliviada. Na próxima vez que forem lutar com esse vilão, eu vou estar lá para ajudar, tá bem?
Veronika solta um suspiro que condizia com seu sentimento, um alívio genuíno substituindo a preocupação que havia sentido, logo depois um sorriso também aparece em seu rosto, embora suma em pouco tempo, como se não conseguisse fazer o esforço para esse simples gesto, ela respirava com certa dificuldade.
- Isso a gente ainda vai ver, você precisa melhorar primeiro. Você perdeu muito sangue e acabou desmaiando, não pode utilizar seu poder tanto assim.
- Não não! Tá tudo bem, eu vou melhorar sim, isso acontece bastante, você sabe!
- É, claro, eu te conheço. Mas se você não estiver realmente bem para o combate, você vai acabar sendo praticamente um.. Como posso dizer? Você não vai poder ficar tanto no combate.
- Um estorvo? Você ia dizer isso?
- Não, claro que não.
- Tudo bem se for, mas eu não quer ser um estorvo por nunca entrar em um combate, eu sei que sou fraca ou coisa do tipo, mas eu quero estar com você.. C-com vocês.
- Eu te entendo mas vê se descansa, você não é fraca não Veronika. Esse é só o seu jeito e sempre foi assim, eu que fico na frente e não você, então não tenta ser algo que você não é, tá?
Bane coloca a sua mão de forma gentil na cabeça da garota que não estava usando a coroa agora, e passa a mão por seu cabelo de forma leve. Ela observa e aceita sem falar muito, na verdade, nenhuma palavra sai da boca da garota, só um rubor leve que sobe por seu rosto antes que Bane a soltasse. Ele levanta da poltrona e solta um demorado suspiro.
- Eu vou indo ver os outros, tá bem?
Em passos lentos ele se afasta da cama, mas não antes de sentir um puxão leve na camiseta, na verdade ele quase não sente, era tão fraco que se não prestasse atenção ele talvez levaria a garota junto sem perceber – Ela aperta o tecido de sua camiseta com uma força gentil, enquanto olha para ele ainda claramente envergonhada, assim que ele vira para trás e olha em seus olhos, as palavras que ela queria falar parecem não sair, mas depois de alguns segundos de nervosismo, ela encara o chão e fala.
- Por favor, fica aqui..
Uma voz baixa quase sussurrada sai da garota, que logo solta a camiseta e traz o braço de volta até ela com certo esforço controlado – Ela vira o rosto para o contrário dele, e a própria pensava o que havia dito, foi como uma surpresa, na verdade, ela só havia falado o que realmente queria, e não havia nada de errado nisso, não é?
Veronika encara o resto do quarto vazio, era escuro embora com aquela luz, a assustava a possibilidade de ficar sozinha naquele quarto no meio da noite, caso desligassem a luz, ela teria medo, medo de estar ali, medo daquilo novamente.
Bane se vira, e sorri enquanto observa a garota novamente, era engraçado e até atrativo como ela ficava envergonhada após fazer tal pedido, mas ele se senta novamente, voltando alguns passos para trás e se sentando na poltrona desconfortável.
- O Mark deve estar com a Dash ou o Stile, de qualquer forma, eu tenho tempo.. E tô até meio cansado mesmo, então se me dá licença!
Ele se vira para o lado contrário do dela, e deita a cabeça no que sobraria do encosto de sua poltrona ainda, descansando-a e dando um longo suspiro, e logo caindo no sono quase instantaneamente como realmente fazia quando se sentia muito cansado – Veronika olha, um sorriso abrindo em seu rosto e ela ri, uma risada realmente sinfônica e bonita, embora logo depois ela respire com mais dificuldade ainda, mas de forma a valer a pena.
Ela olha para o corpo de Bane caído ali, e embora estivesse dormindo, sentia como se fosse certa proteção, só de poder ouvir a respiração de mais alguém na sala, saber que tem alguém com ela, a garota se sente mais leve e calma – Logo ela também se deita na cama e fecha seus olhos sem muita dificuldade, ela suspira de forma confortável e logo logo, começa a dormir também sem demorar muito.
“Que engraçado”
Bane pensa consigo mesmo, não estava realmente dormindo, ele fingia por que havia entendido Veronika, e cada vez entendia um pouco mais – Mas como nada dura para sempre, depois de alguns segundos ele realmente cai no sono, afinal o dia havia realmente sido extremamente cansativo, logo ele apaga de vez.
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Encarando o teto com muito foco, era o que Stile estava fazendo enquanto não sentia metade de seu corpo. Após ser levado até um quarto de hospital ele havia recebido algo que nem entendia o que era, mas foi quase forçado a tomar, a fraqueza que sentia havia passado mas foi trocada por uma dormência em todo o seu corpo que estava passando com o tempo, agora cinco horas depois, ainda parecia faltar metade de seu corpo – Ele não poderia fazer nada além de pensar, e haviam tantas coisas que passavam em sua mente agora.
Havia descontado toda a sua raiva mais cedo com aquela mulher, embora se sentisse mais leve agora, algo parecia errado como uma sensação de formigamento na parte de trás de sua mente, algo que mesmo que ele quisesse coçar e aliviar não passaria, e ainda mais agora que ele nem poderia tentar, é o prelúdio de uma talvez enxaqueca como as várias que estava tendo recentemente.
“São efeitos. A falta de remédio deve estar causando alucinações e talvez mudança rápida de temperamento, eu não havia sido racional naquele momento, fiz sem agir e isso não é de minha índole.”
Enquanto encara a parte de cima de seu quarto de hospital, somente com poucos sons externos mas ninguém no quarto, a escuridão começava a tomar conta do lugar enquanto o sol se punha, mas Stile não sentia qualquer nervosismo ou ansiedade como estava sentindo nos últimos vários dias, é como se a dormência em seu corpo trouxesse de volta sua mente em mais pura sanidade e criação de pensamentos racionais.
“Como eu estou em um hospital, seria óbvio pegar remédios aqui, talvez eu peça o meu remédio para queimaduras novamente, caso eles tenham é claro. Eram dois remédios cujo agora eu não lembro o nome, mas de qualquer forma acredito que o nome fosse inútil para este dialeto que usam.”
“Devo utilizar este tempo que tenho para entender nossa situação, nossa perda foi assustadora de certa forma, embora estivéssemos machucados aquele inimigo realmente tinha força. Uma força comparável a do Bane? Muito possivelmente maior com a utilização de seus quatro braços.”
“É um ser inteligente e cuidadoso, em momento algum ele parecia subestimar nossas forças, embora mantivesse um padrão inflexível do que eu poderia denominar de “Espírito de Luta”? Ele parece julgar a qualidade de um oponente com base em seu prazer por lutar ou coragem, talvez confiança em combate. Logo eu poderia dizer que ele seria o assassino que o codinome é confiança.”
“Ele parece ter certas regras de etiqueta que usa em seu combate, parece prezar muito por isso, como o “Código de Cavalaria” na idade média ou o Bushido da era feudal japonesa, embora é claro, tivessem falhas, ele talvez siga estritamente como alguém leal a isso. Logo podemos utilizar sua conduta contra si próprio, emboscadas e traições são maneiras garantidas de ter vantagem em um combate, e acredito que na situação que estamos o que mais realmente vale é ganhar.”
Stile usa o silêncio e o momento que tinha para pensar e analisar toda a situação que estavam, ele tinha um ótimo senso de tática desde ainda antes no exército, uma tática que se aprimorou com o passar dos anos, mas embora ele pudesse fazer planos até demais, acontecia de as vezes si próprio descartar esses planos e decidir somente fazer o que desse vontade, era raro, mas em alguns momentos de certa euforia acontecia, pós discussões, ou quando grandes tristezas ocorriam, foram momentos como esse que fizeram Stile ter escolhas em sua vida que as vezes pensava e se arrependia amargamente de ter feito.
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Enquanto a noite passava, as estrelas no céu brilhavam forte, e acima das poucas nuvens o ser de luz completa pairava, pensando em escolhas e em si próprio, como uma crise existencial que nunca havia experienciado.
”Minha missão.. Minha vontade, meu ser, o que eu sou, foi feito para isso, então por que colocar séculos de existência ao perigo de serem jogados fora por uma vida que em minha visão deveria se mostrar insignificante.”
Ele olha para o planeta abaixo, as luzes nunca desligavam, tudo estava em constante movimento a todo o tempo, naves iam de um lado para o outro, voltavam para o planeta ou saiam para galáxias distantes em uma velocidade que talvez nem ele conseguiria acompanhar, embora fosse alguém de fora, ele nunca havia experienciado a vida fora na terra além de seu planeta natal, nada disso era como ele conhecia, naves, essa civilização, esses prédios, a arquitetura, embora diferentes ele entendia que cada povo tinha seus costumes.
Ele começa a lembrar de cada uma das gravuras na parede do templo, o significado de uma vida escolhida, alguém criado para um propósito além de qualquer outro na existência, uma missão que ele cumpriria, e sabia que iria cumprir, afinal, a profecia nunca iria mudar, algo que já estava escrito iria acontecer de uma forma ou de outra.
“Logo, minhas escolhas não importam. É claro, não importa o que eu faça, eu vou sobreviver afinal essa é a profecia, eu vou cumpri-la de qualquer forma.”
Como um estalo em sua mente, uma ideia que se mostrava tomando conta de qualquer crise que ele estava tendo, essa ideia de ser alguém que não pode ser derrotado, embora ilógica a princípio, fazia todo o sentido do mundo, ele não morreria enquanto não cumprisse seu objetivo.
Com uma vontade renovada, Mark desce para o planeta novamente como uma estrela cadente, em rasante por todos os prédios do local, a procura de algo que a princípio nem ele mesmo entendia, mas estava eufórico, sua nova visão de existência, sua nova visão de seu próprio objetivo, o deixava animado de uma forma que nunca mais havia experienciado, mesmo que nem ele soubesse como era sentir tal emoção de uma forma tão abundante ou complexa desse jeito.
Após minutos rondando o planeta, ele sente, ele avista o que procurava, e desce com foco total até a terra. Como um asteroide o mesmo cai mas para um pouco antes de bater no chão, levantando uma onda de poeira do concreto escuro, estava no meio de uma rua, em um local mais afastado da cidade, um local que não brilhava tanto quanto outros, e ali mesmo ele se encontra com uma grande figura.
- Decidiu não esperar?..
A tartaruga tosse, levantando o corpo de uma pilha de lixo em que repousava, ele tinha alguns poucos curativos embora ainda parecesse forte como no começo da batalha que haviam tido mais cedo. O barulho de pequenas criaturas semelhantes a ratos correndo é escutado, seguido de uma risada gutural do inimigo.
- Por que esperaria para eliminar um inimigo ao qual já experienciei uma luta antes, de meus companheiros de equipe sou o que está em melhor forma ao não sofrer nenhum ataque, logo, os ajudarei e matarei-o com minhas próprias mãos a evitar que tenhamos alguma verdadeira perda.
- Eu entendo a sua vontade.. E admiro que queira se sacrificar e me derrotar pelos seus amigos, mas sabe o que eu realmente acho que isso é?
O vilão dá passos pesados na direção de Mark, sendo iluminado tanto pela lua, quanto pelas poucas luzes que chegavam no beco e a luz natural que o corpo do herói criava, ele sorri claramente se divertindo com a frase do herói e com sua franqueza ao dizer o que queria.
- Eu acho que isso, é um grande de um excesso de confiança.
- De forma alguma, não importa o quanto tente, eu não morrerei e poderei assim elimina-lo, e logo eliminar todos os problemas que assolam esse sistema e seus planetas, garantirei uma volta segura e divertida de meus companheiros para casa.
- Tá querendo criar boas memórias é amarelinho? Seu jeito sério de falar esse tipo de coisa é de rir só de ouvir, mas eu não vou te subestimar, um homem que acredita no próprio objetivo tem muito mais chances de conseguir alcançar. Eu diria que nada é impossível quando você acredita!
- Quando pudermos começar o combate. Gostaria de terminar isso o mais rápido que consigamos.
Mark em poucos segundos empunha uma espada completamente feita de luz, e com certa maestria toma uma pose de combate assim como havia visto seus aliados tomarem várias vezes antes de começar uma batalha, ele não tremia, não sentia medo algum, somente uma confiança que inundava seu corpo como uma grande maré.
Logo, sem qualquer aviso ele parte para a tartaruga com um corte limpo na barriga do ser que suspira com certa surpresa, embora não houvesse força, Mark era extremamente rápido.
“É uma velocidade diferente da mulher roxa, ele não precisa acelerar, é uma rapidez de natureza. Mas.. É fraco.”
O vilão dá socos, mas em vão, Mark já havia desviado antes que ele se movesse, e começa a desferir incontáveis golpes pelo corpo do ser. Eram fracos e somente queimavam de uma forma quase superficial, a longo prazo talvez machucassem realmente a tartaruga, mas ela não se importava com isso, era divertido ver a tentativa de alguém que poderia ser mais forte.
- Amarelinho, você é um homem rápido, mas não é tão esperto! Não insista em algo que não conseguirá, você não vai me matar se não tentar pensar um pouco.
Assim que ele termina de falar, um corte rápido passa a centímetros de seu olho, embora ele consiga desviar com certa maestria, a tartaruga suspira e começa a pensar, mas logo ri novamente enquanto defende os golpes que talvez fossem mais letais de Mark.
Seus olhos começam a brilhar em um tom de amarelo por um instante, e as grandes pupilas negras do alienígena começam a brilhar tomando tons cada vez mais fortes com o passar dos segundos, mas antes que eles brilhem totalmente. Ele abre os quatro braços, com as mãos totalmente abertas também, em suas palmas bolhas de água aparecem e crescem devagar, e com um estouro, ele fecha as mãos e bate as palmas uma contra as outras, e em pouquíssimos segundos uma esfera de água toma conta do seu redor, brilhando com uma eletricidade que carrega uma carga de choque nessa mesma bolha.
Mark não havia se importado com qualquer uma dessas coisas, ele só havia continuado atacando como se não importasse em momento algum o que a tartaruga faria, o Mark racional e um pouco mais tático que tentava ser havia sido substituído por um totalmente confiante, mas que para assim que a carga elétrica é disparada, agora se vendo preso em uma bolha de água juntamente com a tartaruga, que agarra seu corpo esguio no segundo em que vê uma brecha, apertando ele mas sem tanta força.
Mark tenta se dissipar em luz, mas é como se não conseguisse, seu corpo começa a se sentir fraco de pouco a pouco, não era como se ele estivesse se afogando, talvez algo diferente.
- Eu vou te dar uma colher de chá, não é o dia da luta então não pretendo te matar. Mas lutar com você me trouxe boas lembranças, olhando esse teu uniforme tosco, me lembrou alguém, mas eu não sou tão bom com aparências assim então não lembrei de começo, mas agora eu sei que você é igual ao teu irmão.
O corpo de Mark para por um segundo.
“Irmão?”
Ele pensa, Mark não tinha um irmão, ele era filho único e não havia ninguém ao qual seu sangue fosse uma junção parecida, seu progenitor e progenitora somente haviam um filho, ele mesmo, e ninguém além dele, Mark não tem um irmão.
- Você é daquele planeta não é? Como era o nome.. Littrux? Algo assim, não vou lembrar. Mas eu não lembro de você estar lá quando foram dizimados, aqueles templos caindo aos pedaços, os adoradores daquela sua religião gritando pelo salvador, mas ninguém apareceu. Fé é realmente algo incrível não é?
A tartaruga fala com o tom distorcido no meio da bolha de água, embora Mark conseguisse entender tudo, prestando atenção totalmente a cada palavra, ele conhecia o planeta, e a cada frase que saia da boca do vilão, era como se Mark perdesse um pouco de sua confiança.
- No meio daquilo tudo, um “herói” também apareceu, com essa mesma roupa aí, falando algo do tipo: