Com o amanhecer, o sol raiava forte em luz, porém fraco em temperatura. Atravessando pela janela da sala de aula. Todos os alunos estavam nas cadeiras que pareciam os pertencer. Sakubo roncava, deitado sobre sua própra saliva na carteira. E esse era o único som na sala. Sarah se virou para trás. — Annie você gosta de maquiagem? — Analin não tirou seu rosto do livro e não respondeu em palavras, mas, com a cabeça afirma. — Tá. Amanhã a gente vai ir em um evento de maquiagem. Depois a gente passa no shopping compra algumas roupas e po...
A porta se abriu. — Bom dia! — Oruma colocou o laptop na mesa, e ativou um quadro holográfico. — Essa é a nossa primeira aula teórica e hoje vamos falar sobre fontes de energia.
O quadro exemplificaria tudo que Oruma posteriormente estava para explicar. — Como já devem saber, o dom é a extensão das fontes de energia. Algum de vocês sabe quais são as fontes? — Analin e Jans levantam as mãos. — Jans. — ele ajeita a postura na cadeira. — cérebro, coração e rins. — Jans virou-se e sorriu apenas para provocar.
— As fontes são como um canal para a expressão do dom. Nós utilizamos uma das três como sendo a principal, e podemos construir técnicas derivadas que utilizem de outras fontes.
Lorenzo estende a mão. — E como a gente faz para construir essas técnicas derivadas?
— Veio sem saber sobre nada mesmo. — comentou Analin.
— Eu também não sei. — diz Sakubo.
— Nem eu. — diz Sarah.
— Que óbvio. — murmurou Analin.
— Conhecimento e eficiência. Quanto mais eficiente for a adaptação do corpo com outra fonte, mais refinada é a técnica, assim como, quanto mais eficiente a fonte principal maior o refino do dom. No final, tudo gira em torno da eficiência do orgão, e obviamente o conhecimento que você tem sobre o seu dom e corpo.
— Então se eu estudar sobre o meu dom ele fica mais forte? — perguntou Lorenzo
— Depende. Nem sempre o conhecimento vem com o estudo, mas, sim com a experiência. Eu diria que 90% necessitam de entendimento das capacidades e possibilidades que o dom apresenta.
— Sem mais perguntas. Certo. Agora passaremos para as eficiências.
Jans estende a mão. — Mas e os pactos, também dá pra conseguir técnicas assim.
— Peraí. Como assim pactos? — indaga Sarah
— Os pactos ficarão para outra aula, mas resumidamente você perde para ganhar. Mais alguma pergunta?
Todos se mantém quietos — Perfeito. Agora nós vamos para as eficiências de usuários. Só para deixar claro, a eficiência é o quanto vocês conseguem extrair de cada fonte, ou orgão. Chamem como quiser. Acima de 50% quer dizer que sua a fonte tem uma boa resitência. Dúvidas? — o silêncio se mantém e o quadro se adapta para começar os hologramas mais detalhados.
Usuários de Rins
Eficiência dos rins: 85~75%
Eficiência do coração: 60~45%
Eficiência do cérebro: 30~15%
Usuários de Coração
Eficiência do coração: 90~75%
Eficiência dos rins 60~30%
Eficiência do cérebro: 50~20%
Usuários de Cérebro
Eficiência do cérebro: 85~75%
Eficiência do coração: 60~45%
Eficiência dos rins: 30~20%
Sakubo começa a esfregar as unhas na cabeça. — Esse tanto de coisa ta fazendo minha cabeça começar a fumaçar.
— Até eu to ficando confusa. — diz Analin.
— E como faz pra gente saber a nossa eficiência? — indaga Jans.
— Amanhã vou levar vocês para a enfermaria, lá tem os dispositivos que medem a eficiência, mas, o resultado vocês só iram descobrir quando receberem a carteirinha orun de vocês. — responde Oruma.
— Carteirinha. Tipo de agente secreto? — Lorenzo começou a se empolgar.
— Nós vamos ser tipo, Oruns-Homens com dons? — Sakubo também começou a viajar, fazendo os outros se derramarem em risadas.
— Não. Vocês não serão como os Homens de Preto, mas, a carteirinha serve para a identificação igualmente a dos Homens de Preto. Terá o rosto de vocês e algumas informações oficiais. — diz Oruma, após todos acalmarem os ânimos. Jans questiona — E quando a gente vai ganhar isso?
— No dia da primeira missão que enviarem para a turma. — após a explicação de Oruma o sinal que anunciara o intervalo começou a soar — Podem ir.
Com a saída dos alunos Oruma começa arrumar suas coisas. Porém Lorenzo volta. — Professor. — Oruma larga suas coisas na mesa. — Alguma dúvida Lorenzo?
— É sobre meu dom. O senhor tinha.. — Oruma interrompe Lorenzo. — Não me chama de senhor, por favor.
"droga esqueci disso. Quando todo mundo voltar vou ter que avisar para não me chamarem de senhor" pensa Oruma.
— Ah tá. Foi mal! É que o sen. Você tinha dito que seria possível com conhecimento construir técnicas derivadas do dom.
— Sim. Eu disse isso.
Lorenzo aparenta desconforto para falar. — É que. eu tava pensando, porquê não sei se você sabe mas. O nome do meu dom eu botei de escamas de dragão. Então, eu tava pensando se por algum acaso, ou sei lá, eu. Virar um dragão? — Oruma encara Lorenzo, que já imagina a resposta.
— Sim. É possível
— É o quê?
— É claro que é possível, mas, seu dom teria provavelmente de passar por uma mutação genética e provavelmente um pacto teria que ser envolvido.
Lorenzo encara Oruma com um sorriso tímido e empolgado, de orelha a orelha. "hahaha eu vou virar um dragão, já to imaginando. Eu vou ficar que nem o Caraxes voando por aí e botando medo."
— Ou você talvez consiga as propriedades de réptil. Que também se inclui um dragão.
Toda a animação e pensamentos flutuantes de Lorenzo vão se esvaindo. "droga. Não. Eu tenho que pensar positivo. Eu vou virar um dragão. Eu vou virar um dragão.
— Me encontre no campo aberto as 6 horas da manhã. Quero ver como suas escamas se comportam.
— Tá.
O refeitório da OCO consegue suportar até 120 pessoas. Com 16 mesas redondas, e bancos que suportam 6 pessoas cada. Lorenzo chega atrasado e encontra apenas seus colegas de turma, sentados na mesma mesa, e um rapaz magricela, alto em outra.
— Acabei! — exclamou o rapaz, esticando-se enquanto levantava, ele levou sua bandeja para as cozinheiras. — Obrigado. Como sempre a tava muito bom. — o rapaz parecia ter sempre uma falada empolgada.
— Obrigada. To surpresa, hoje você só comeu duas vezes.
— É eu to parando de comer muito. Você sabe né, para não engordar.
A cozinheira ri — tchau, Ravin.
— Tchau. — o rapaz se vira, e acaba passando por Lorenzo — Iae.
— Oi.
Lorenzo pega uma bandeja. Escolhe o que ela carregaria. E vai até a mesa que seus colegas estão. — Quem era aquele cara?
— Ravin Theodore Tellin do 2° ano — Analin responde.
— Ué? o 2°ano almoça no mesmo horário que a gente?
— Todos almoçam no mesmo horário, mas, quando nós chegamos só ele estava aqui — Jans respondeu desatento. — e por que você demorou tanto?
— Tava tirando uma dúvida com o professor.
O silêncio toma conta da mesa. E as veias de Sarah começavam a pulsar. — Que droga. Por que vocês não conversam sobre nada?
Jans larga o celular sobre a mesa. — Vai fala aí. — Sarah não responde. — Viu, não tem nada para falar.
Sakubo estava com a boca cheia de comida. — Já sei. Que livro é esse que você tá lendo Analin?
— Para de falar com a boca cheia. Seu nojento! — diz Sarah.
— A Saga do Mais Forte, escrito por Hamud Farud II — responde Analin.
— Ouvi falar que esse é o livro de maior prestígio no mundo orun — diz Jans.
— Esse livro é sobre o quê? — pergunta Lorenzo.
— No livro, Hamud Farud II conta sobre como foi sua vida e a busca para se provar o mais forte, em um tempo onde pelo que dizem, viveram os mais fortes orun. É uma pegada mais filosófica.
— Filosófica? Que bosta. Já perdi o interesse — diz Sakubo voltando a comer
Jans solta uma risada. — E você sabe ler?
— Filosófica porque ele conta a evolução dele como pessoa, a forma como ele descreve os acontecimentos e os paralelos é íncrivel, e é óbvio que tem lutas para divertir imbecis como você.
— Mesmo assim perdi o interesse!
— Idiota!
O sinal ecoa e todos voltam para a sala. — Agora que voltaram, quero deixar uma regra clara que havia me sumido a memória, mas, Lorenzo bem me lembrara. A mais importante de todas as quatro regras de toda a turma. Nunca. Jamais. De forma ou maneira alguma. Nunca me chamem de senhor.
"Que merda de regra é essa" pela primeira vez havera pensamento coletivo. A manhã do dia seguinte carregava um sol fraco vindo do leste, e o frio do fim da madrugada causava uma névoa fina, que pouco era visível. Lorenzo como combinado com Oruma foi ao campo de treinamento no horário marcado. "Brrr, que frio é esse" pensava Lorenzo com os braços cruzados e batendo os dentes. Vestia-se com um moletom azul-claro e uma toca preta.
— Pontual. Tá ansionso? — Oruma chegou com usando um casaco térmico elegante cor de creme, sua calça preta constratava bem com a touca, seus pés calçavam um sapato peludo. Lorenzo não acredita no que vira. "Que droga é essa. Mesmo todo agasalhado ele ainda continua com as mãos no bolso." — Só um pouco. Anseio por entender mais sobre como eu vou virar um dragão. — Lorenzo responde a pergunta de Oruma, que se aproximou para apertar sua mão. — Ou um réptil, mas, tudo bem vamos ao ponto. Quero que você ative seu dom e me ataque para matar.
— Como assim? Se eu atacar para matar você vai morrer!
Oruma tira o casaco. E começa a aquecer dando saltos curtos e esticando o corpo. Usava uma blusa de grande marca preta, que tinha duas vezes a letra "b" como logo. — Nah. Você não vai conseguir me matar.
"Desde de quando ele é tão arrogante?" pensou Lorenzo
— Seihai — Oruma ativa seu dom. seus olhos do negro passaram a brilhar em dourado como uma pedra crisobeliro. E seis espadas em um dourado ainda mais impressionante flutuavam sobre sua cabeça — Katana, Gladius, Wakizashi, Flissa, Khopesh e Claymore.
Seihai - Fonte Cérebro
Lorenzo sorriu impressionado e se posicionou preparado para lutar. Sua postura fazia parecer que ele iria pegar uma fruta caída ao chão. — Escamas de Dragão — as escamas negras cobrem os pés ao pescoço de Lorenzo. "Eu tenho que manter a calma. Ainda não sei o que aquelas espadas podem fazer, além de me cortar." ele apenas observava e andava devagar até um toco de árvore. apoiou seu pé direito em cima do toco e disparou para cima de Oruma, que apenas saiu da frente. Entretanto o foco de Lorenzo não era Oruma e sim uma de suas espadas que apenas ficou com a ponta parada no chão.
"Entendi. Ele não entendeu meu dom então então atacou sem deixar chance para que eu encosta-se na espada. Foi bem." pensou Oruma.
Lorenzo se lançou novamente para cima de Oruma. As escamas das mãos se formam em uma nova lâmina no cotovelo. Ele tentou acertar o rosto de Oruma, que mais uma vez apenas efetuou um giro limpo. Empurrou as costas de Lorenzo. Que caiu com o peito no chão. Enquanto se levantava, ele faz um giro tentando um corte lateral mirando pegar o pé de Oruma que desprevenido, mas, foi bloqueado pela katana. "Entendi. Ele controla as espadas sem precisar tocar elas, igual quando tentei acertar uma das espadas e ela desviou. Maneiro"
Em seguida a Claymore fica de ponta cabeça no alto e vai contudo para cima de Lorenzo que conseguiu rolar para o lado.
— Eu falei pra você lutar para me matar. Se esse for seu máximo é melhor já desistir. — Oruma provoca para ver se extrai alguma força além. — Ou talvez essas escamas sejam de peixe. — Lorenzo avançou, aplicando uma grande sequência de socos e as espadas apenas iam bloqueando.
Ele recuou e transformara as escamas de sua perna em uma espada. Oruma sorriu, e cerrou o punho segurando a Wakizashi em sua mão direita. Aqueles seriam os últimos movimentos do combate. Lorenzo mantém a postura. Enquanto Oruma se dispõe apenas a segurar a espada.
Lorenzo avançou, tentando um corte de cima para baixo e Oruma simplesmente deu um passo para trás. "Merda" Ele caiu e rapidamente se levantou. Oruma chutou o seu joelho ainda desequilibrado, e depois chutou a cara, fazendo-o ficar completamente indefeso deitado no chão. Esparramado.
— Quando eu levar vocês para definir a eficiência. Provavelmente podemos tirar melhores conclusões sobre uma possível mutação.
Lorenzo está tão cansado que nem mesmo tentou levantar. — Mas e essa nossa luta? não ajudou?
— Não.
— Mais eu pensei.
— A verdade é que eu te chamei aqui por quê eu estava um tempo sem lutar e tava com medo de enferrujar.
— Você me chamou pra ser seu saco de pancada?
— Não exagera. Eu nem cheguei a suar. Não lutei nem pouco. Só seu nariz que ta sangrando um pouco por causa do chute, mas, nada grave.
Oruma pegou seu casaco e um aparelho. — Vai logo descansar. Daqui a 35 minutos começa a aula.
Lorenzo se mantém estirado no chão e apenas uma coisa aluga sua mente "Minhas escamas são pretas, será que eu vou virar o Balerion? ele é alto e forte, mas eu prefiro baixo e rápido, mas e se ." ele continuou viajando em suas ideias
Fim do capitulo 2
Personagens:
Nome: Oruma Olúmole Bakawu
Idade: 34 anos
Data de Nascimento: 20/11/1985
Altura: 1,88m
Peso: 82 kg
Nacionalidade: Nigéria