"Droga. Peguei no sono no chão do quarto" Lorenzo esfregou os olhos inchados de sono, ainda meio desacordado. Pegou o celular que ele havia largado em cima da cama "O que, já são oito e meia" ele trocou a roupa voando e saiu do quarto que nem uma flecha.
Abrindo a porta de forma tímida Lorenzo se depara. — Engenhocas — Jans e Sakubo pareciam estar presos. As cadeiras e mesas da sala estavam acumuladas juntas no interior da sala. E quatro pequenos discos circulares pareciam o motivo de Jans e Sakubo não conseguirem andar além. — Ei. Analin. Me tira dessa merda. — gritou Jans, dando um soco que parecia ser no ar. Mas a mão não avançava. E um barulho estranho ecoava com o choque.
— Não tem forma de quebrar? — perguntou Oruma.
— Não. Como eu disse, tá bloqueando qualquer tensão energética acima de trinta. — respondeu Analin.
"Oque que ta acontecendo aqui?" pensou Lorenzo. Que finalmente fora percebido ali.
— Bom dia flor do dia. A gente pensou que você tinha ido embora depois da surra que tomou do professor. — comenta Sarah
"Desgraçado. ele contou pra todo mundo" na verdade Oruma tinha gravado com uma mini câmera que ele havia deixado ao lado do casaco caído. Ela havia captado tudo. Desde de a conversa, até a luta.
— Queria esconder que queria sair por aí voando. Né dragão. — Sarah zomba de Lorenzo.
Ele prefere não se importar. — Tá. Mas, o que tá acontecendo?
— A Analin criou uma barreira e tava mostrando para a gente.
— Não é só uma barreira. É o Domelin. Eu usei alguns cálculos iguais do domo de Israel, só que troquei outros para detectar e travar altas densidades de energia.
— Todo mundo já entendeu porra. Agora abre isso, tá começando a queimar aqui dentro. — reclama Jans.
Analin desativou um dos discos. Uma leve fumaça quente, como um sopro de dragão foi liberto de dentro. — Nossa, Sakubo. Você esquenta tanto assim em pouco tempo? — Sarah questionou, mas, Sakubo e principalmente Jans estavam meio tontos. O sentimento dos dois, era de como se tivessem trancados em uma sauna. O quente vapor que saira mostrou um pouco de o quão quente estava. — Analin, eu vou te matar! — exclamou Jans. Analin já havia começado a correr antes mesmo de Jans sair de dentro do Domelin.
— Vem aqui!
Oruma segurou a cabeça de Jans. — Já chega. Meus parabéns Analin seu domo sem dúvidas vai ser muito útil em diversas missões. E levarei sua criação ao conselho. Para que registrem em seu nome.
— Obrigada Professor.
— Vamos indo a enfermaria. Já vai dar nove horas.
Enquanto caminhavam rumo a enfermaria Sarah relembra um assunto que estava inacabado. — Professor. Você disse que ia ficar para a próxima aula, mas, eu estou sem conseguir dormim de tanta curiosidade. Explica para a gente sobre os pactos. Por favor. — os outros compram o barulho e também começam a acumular pedidos pedindo a explicação para Oruma. — Tá. Vou explicar. — e eles comemoraram.
— Para começar é bem simples. O conteceito gira em torno de entregar para receber. Sempre de igual valor. Normalmente sendo permanente. Os que são feitos temporários costumam ser exigências de alto risco, quase sempre tendo a vida como entrega.
— E como firma um pacto? Tem que gritar? — pergunta Sakubo
— Qual o sentido de gritar e firma um pacto? será que é mesmo? — Lorenzo entra na ideia maluca.
— Vocês são burros. Nada haver. Seria tipo. Eu troco minha beleza, Para me tornar uma brutamonte super forte. — gritou Sarah, os corredores vazios trouxeram a tona o eco.
"Meu Deus" pensara Analin, contrangida.
Diferentemente gargalhou Jans. — vocês são tão burros, que chega é engraçado. — Jans preferia levar de forma irônica. Isso fazia com que ele se sentisse como um rei que estava para se sentar no trono, mas, antes precisaria enfrentar adversidades. Para ele, eles só estariam ali para lapidar este caminho. Sendo assim a zombaria era como gostava de levar as situações. Ou como queria demonstrar quem era.
— Não, não tem nada haver com gritar. É necessário entrar em estado plano. — diz Oruma
— E o que é isso?
— Estado de vida e morte.
— Não quero mais fazer pacto nenhum não. — diz Sarah.
— Hoje em dia existe um aparelho que deixa em estado plano. Na enfermaria tem um.
Suspirou Sarah. — Bem melhor.
— Mas não eu acho que seja possível trocar beleza. As trocas são extremamente perigosas, principalmente pelo que vem depois afetar diretamente a fonte primária e as secundárias. — explica Oruma.
— É uma regra isso? — perguntou Jans.
— Sim. — obteve a resposta.
Eles chegam finalmente na enfermaria. Ela é grande, possuindo mais de 15 macas. — Ué, não tem ninguém aqui. — disse Lorenzo. Oruma se dirigiu até uma das macas e digitou uma senha. Uma voz robótica começara a falar — Reconhecimento facial requerido. — Oruma posicionou o seu rosto para ánalise. — Oruma Olúmole Bakawu. Orun especializado duas estrelas. acesso liberado.
— Uau. Que tecnológico — dizia Sarah, enquanto uma porta ao lado direito a enfermaria se abriu.
— Professor Oruma. — um homem trajando carregando uma espada chamativa na cintura sai da sala.
— Seikei. Pessoal esse é Seikei Makasashi. Ele trabalha aqui na unidade de inteligência orun. — apresentou Seikei para os alunos. O homem trajava um jaleco branco completamente abotoado. Um broche estava preso no peito com a siglas "I.O" abreviação de Inteligência Orun. Utilizava um óculos retangular. A espada que embanhava levava lenços azuis-esverdeados por todo o cabo. A bainha reposava junto o quadril. Feita de madeira laqueada, era talhada por alguns desenhos de tigre.
— Olá. Vamos. A doutora Nya está aguardando por vocês.
Ao entrarem pela porta, notam a diferença. — Então é aqui que todo mundo fica né — murmura Lorenzo para os outros alunos. Aquele setor além de grande, é abarrotado de computadores e aparelhos, alguns com coordenadas, outros experimentos e junções. E cada um desses era ocupado por no mínimo quatro pessoas.
— Na verdade aqui ficam diversos não Orun. Aqui é a área dos nerds, os únicos orun que ficam aqui é o Seikei e a Nya — comentou Oruma, acompanhando o rapaz e sempre a rente dos alunos.
— A dra. Nya havia me informado sobre o pessoal desse ano. Disse serem interessantes, concorda? — Seikei murmura com Oruma, sem parar a caminhada.
— Sim. Não os vejo como os 95 ou os 00, mas sem dúvidas são bons. — responde Oruma.
— eles estão falando da gente - sussurra Analin para os outros.
— Eles são o maior número de alunos já registrado, não é?
— Sim. A Última safra de grande número havia sido os 95 com os 4. Eles vieram que quebraram essa marca.
— As competições das turmas orun desse ano vai ser boa. — disse Seikei, sem esboçar animo.
— Com certeza. Temos ótimos prospectos. Tem de tudo para ser uma das melhores! — já Oruma, pareceu mais otimista.
— E você pode ser o primeiro professor na história a ganhar com uma turma de 1º ano. Principalmente agora que o Nero Larztens do 3º ano foi suspenso.
Oruma não se supreendeu — Quando foi isso?
— Ele tava em julgamento desde novembro e a sentença saiu faz dois dias. — Seikei acompanhou de perto por ser o sucessor de Nya como, chefe da unidade de inteligência. Os chefe da unidade de inteligência tem vaga cativa no conselho. Embora Seikei não participe das reuniões, Nya sempre trata de comentar com ele sobre.
— O Nero sempre foi problemático. Eu ainda consegui controlar ele na medida do possível. — Nero fora aluno de Oruma dois anos antes. Desde deste tempo sempre problemático, e dessa vez não conseguiram controla-lo. — Qual foi a causa?
— Excesso de violência e assassinato. Só o esperado dele. E esses seus alunos, acredita que podem vencer?
Oruma deu uma olhadela para trás e se virou de volta com um sorriso de canto. — Sim. Inclusive, o irmão do Nuran tá ai.
Seikei se espantou. — Outro Arkamael?
Oruma apenas acentiu.
Quando chegaram a sala, vêem diversas pessoas, que pareciam estar regulando uma máquina. — Dra. Nya. Chegamos —
Uma mulher alta e bonita de jaleco vai até eles. Sua pele morena se destacava, assim como seus olhos cinza-azulados.
— Quem é essa? — Sakubo pareceu impressionado.
Ela chegou e abraçou Oruma. — Como você tá? — a mulher perguntou.
— Bem e você? — respondeu com um sorriso.
— Bem que esse abraço poderia ser em mim — murmurou Jans.
— Que nojo. Cala a sua boca. — disse Sarah socando Jans. — mas ela é realmente muito linda. — admitiu Sarah.
— Pessoal. essa é a Chefe da Unidade de Inteligência Orun. Dra. Nyajasha Zarkesh. — Oruma apresentou-a. A beleza de Nyajasha estonteou e deixou todos supresos. Sua elegância na forma que anda e como fala eram irretocáveis.
Ela foi se aproximando de um por um. — Analin. Oruma me disse que você tem ideias fantásticas e tem criado aparelhos incríveis.
— Obrigada. — Analin respondeu tímida.
— Você é Sakubo. O garoto que conseguiria destruir uma cidade inteira. — Nya tem o costume de exagerar em algumas coisas.
"Ela cheira tão bem. espera o que ela disse?" pensou Sakubo, como sempre viajando em suas ideias.
— Os cabelos loiros e esses olhos, você só pode ser a Sarah.
Sarah corou — Sou eu.
— Então foi você que causou aquele tremor no subterrâneo. Tem um dom e tanto em mãos.
— É o que sempre dizem. — respondeu.
— Jans Arkamael. Fiquei sabendo do seu pai, meus pêsames. Como sua mãe está? — Nya disse algo que os colegas de Jans não sabia, já que ele nunca comentava sobre sua vida.
— É complicado. Principalmente para ela que viveu com ele por tantos anos, mas, ela está bem. — Jans não pareceu se importar muito com os olhares dos colegas, que pareciam preocupados.
— E você é o Lorenzo Valeriano. O garoto dragão. — os risos dos outros logo se viraram para Lorenzo.
"Droga. Ele contou para literalmente todo mundo." pensou nervoso.
Um homem de vestes social se aproximou. — Doutora, a máquina já está pronta para uso. — Nya acentiu e levou eles para próximo da máquina. — Um por um, vocês vão se deitar dentro dela. Quando eu fechar a cápsula, acenderá umas luzes coloridas piscantes e pronto. É bem rápido. Quem quer ser o primeiro?
Sakubo deu um passo a frente. — Ok, é só deitar ali né? — ele respirou fundo e se deitou.
Nya segurava a porta — É bem rápido. As luzes são fortes, mas é só fechar os olhos. — ela fechou a porta.
Não durou dez segundos e um dos homens sentados a frente, em um computador fez um sinal, para que ela abrisse a porta novamente.
— Ué? Já foi? — perguntou Sakubo, confuso.
E ela balançou a cabeça afirmando. — Quem é o próximo? — perguntou. E foi assim, até que todos passaram na máquina. — O Oruma já deve ter dito, mas os resultados de eficiência vocês só vão receber quando ficar pronta a carteirinha orun de vocês.
Não deu tempo nem de saírem. Oruma havia recebido uma mensagem em seu celular. — Vão indo na frente, e me esperem na sala. Vou ter de passar em outro lugar antes.
Oruma atravessou para o outro lado da organização. Ele entra no salão principal — espaçoso e com nada além de três corredores. De um deles veio uma mulher — jovem e baixa, usava terno preto e saia da mesma cor de ônix. Seu cabelo castanho era vivo, o mesmo poderia se dizer de seu olho verde, claro como água. Carregava uma prancheta. Ela se aproximou e o chama para andarem fora pela parte de fora.
Do outro lado pela janela, Jans observa-os "Que. Mais uma mulher. O que esse cara tem? Talvez eu peça umas dicas pra ele." pensou.
— O diretor me pediu para entregar essa missão para você pessoalmente. E esse é o motivo de eu ter o chamado, e não fui até a sala, ou te enviei uma notificação.
Oruma estranhou, isso apenas acontecia em situações de extrema importância. Na verdade, nunca havia acontecido com ele. — Ele quer que eu faça alguma missão a parte?
— Não — a mulher sorriu —, meu pai só não quer que em situação de combate você interfira-os, a menos de ser um combate extremo risco a vida de seus alunos.
Oruma não entendeu. — Todos os combates são de extremo risco para a vida de todos. E outra coisa, a minha não interferência é o costume de toda primeira missão de 1º ano.
— Sim, e o costume sempre foi sábido, mas, você e seus alunos não foram designados para uma missão de exterminar uma aberração. Fora designados para transportar um rifle, que depois de anos foi reencontrado.
— Emíllia — Oruma parou e encarou-a —, vocês não acham existir nenhum problema a parte não, né?
— Nunca se sabe. — disse a mulher.
Emíllia Markosim é filha do atual presidente da Organização e também sua secretária.
— E é isso. — Oruma terminou de explicar aos alunos o que fora fazer. — Daqui a alguns dias vocês iram receber a carteirinha, depois viajaremos para Papua Nova-Guiné. Lá vocês completaram a primeira missão de vocês.
— E isso fica em qual país? — perguntou Sakubo, claramente não era dos mais inteligentes quando o assundo era países.
— Esse é o país. idiota. — respondeu Analin. — E qual seria a importância desse rifle?
— Um objeto que foi usado como forma de extender o uso de seu dom, esses objetos são considerados Artefato Orun. O caso desse rifle é o mesmo da espada que o Seikei carrega consigo. Aquela espada se chama Pomba Ventania, ela era usada pelo lendário Ryôma Hanzo na era de ouro, ela sobrevive afiada até os dias de hoje, séculos depois.
— Ryôma Hanzo. — Analin se surpeendeu. Jans também reconheceu o nome. Já os outros não fazem a mínima ideia de quem se tratava. — Quem é esse?
— Viu. Se vocês tivessem lido A Saga do Mais Forte iriam saber quem é. — Analin os repreendeu, ela sabia que esse momento chegaria.
— Eu não li o livro, mas minha mãe já me contou sobre ele. Ela me disse que ele precisava apenas sacar a espada, que o seu adversário já estaria partido ao meio.
— Realmente. No caso de Seikei seu dom também seria privilegiado com uma espada, e por merecimento foi entregue a Pomba Ventania para ele. No caso do rifle, ele pertencia a Benjamin Falrich Kruger.
— Quem? — o nome era desconhecido até mesmo por Analin
1944
Budapeste, Hungria
Aviões sobrevoavam um céu coberto pela fumaça negra. A lua parecia iluminar a terra pouco fértil em vermelho carmesim. Diversos corpos esparramados por toda a terra. E apenas um homem andava em meio aquele mar de mortos. carregava um rifle sbre os ombros. Sua farda estava intacta, com poucos amassos ou respingos de sangue. Ele assobiava enquanto transitava por entre aqueles mortos.
Chegou próximo a uma ladeira. Olhando abaixo observou um contigente de aproximadamente quarenta soldados inimigos. Ele ainda assobiando mirou o rifle na dreção deles. E disparou. Esse único projétil foi disparado com um brilho incomum, um clarão que se assemelhava a um flash. Apenas ele fora capaz de atravessar três crânios. O segundo perfurou mais quatro e o último os que homens restaram de pé. Ele repôs o rifle sobre o ombro e desceu a colina.
— Benjamin Falrich Kruger, ficou conhecido como, demônio da bala. O dom dele permitia a ele que altera-se a seu próprio modo o estouro da pólvora. Com o rifle, ele conseguia disparar projéteis mais explosivos e também teleguiar as balas de seu rifle até certa distância. Até hoje não é sábido, mas é o que está nos registros dele. Ele dizimava dezenas ou até centenas em campo de guerra. Quando foi descoberto o na época Diretor da OCO, Vladmir Iarilov, enviou alguns orun para capturar ele e o levar para a jurisdição da Organização. Porém Kruger resistiu. É dito que cinco orun forão enviados para esta captura, mas, apenas um voltou com vida. Em 2001 o rifle de alguma forma se perdeu. — conta Oruma.
— E porque só apareceria agora e em outro continente? — perguntou Sarah.
— Existem teorias da conspiração, mas eu odeio isso, o que acredito é que alguém roubou, e vendeu. — respondeu Oruma.
— Teorias?
— Sim. existe de um acordo com o orun que saiu vivo. Que ele haveria se tornado uma aberração, e a de que o rifle sumiu por uma sombra. Apenas idiotices. — Oruma é o tipo de pessoa que costuma crer apenas em fatos.
— Mas é fácil assim vender um artefato orun? — pergunta Jans
— Não. Caso ele seja registrado como, sem portador é quase impossível, já que ele fica confinado no museu. Apenas o conselho e o museonista tem acesso. Ou seja — Oruma deixa a questão, para ver se alguém pesca a resposta.
— Alguém de cima. — respondeu Analin.
Oruma se deslocou até a porta. — Mas isso não importa. Nós vamos viajar e trazer de volta o rifle. — ele estava pronto para liberar a turma — Ah, mais uma coisa. Vocês devem conduzir sozinho, caso uma aberração apareça vocês terão de enfrentar lutar sozinhos. E no caso de se complicarem, aí sim, eu vou poder ajudar vocês.
Dois dias se passaram. Era oito horas da manhã e todos estão reunidos na sala conversando, até que Emíllia chegou para entregar para eles as carteirinhas que já estavam prontas. — Meus parabéns a partir de agora vocês são realmente orun da OCO. Tenham uma boa sorte na missão de vocês. — disse após os entregar.
Oruma se levantou. — Deixem eu ver como ficou a carteirinha de vocês.
Cada carteirinha levava a foto do rosto, nome, idade, local do nascimento, o que faziam e eram e princpalmente suas eficiências.
Lorenzo sorria, destacando seus dentes brancos e olhos verdes.
Nome: Lorenzo H. Valeriano
Idade: 17 anos
Nascimento: Nápoles, Itália
Aluno do 1° ano
Graduado 1 estrela
E.r: 82
E.c.o: 60
E.c.r: 20
Sakubo sorria como um bobalhão. Seus pequenos olhos estavam fechadas. E sua bochecha tomava a atenção.
Nome: Sakubo Urosakibara
Idade: 17 anos
Nascimento: Hokate, Japão
Aluno do 1° ano
Graduado 1 estrela
E.r: 85
E.c.o: 60
E.c.r: 15
Analin sorria, mas sem mostrar seus dentes. Sua cabeça estava levemente inclinada.
Nome:Analin Davis Beker
Idade: 17 anos
Nascimento: Chicago, Estados Unidos
Aluna do 1° ano
Graduado 1 estrela
E.c.o: 85
E.c.r: 60
E.r: 29
Sarah posava como uma modelo. Seus cabelos loiros lisos brilhavam com a luz do flash da câmera, assim como seus brincos de argola dourado.
Nome: Sarah Mrev-Shabul
Idade: 17 anos
Nascimento: Jerusálem, Israel
Aluna do 1° ano
Graduado 1 estrela
E.c.o: 75
E.c.r: 75
E.r: 75
Jans não sorria, mas posava com o queixo elevado e um pouco da cabeça inclinada.
Nome: Jans Arkamael Harzkiz
Idade: 17 anos
Nascimento: Monte Ararat, Turquia
Aluno do 1° ano
Especializado 1 estrela
E.c.r: 79
E.c.o: 55
E.r: 25
Os alunos também olham as carteirinhas uns dos outros e Sarah bem observou. — Por que todo mundo tá como graduado e o Jans como especializado?
— Porque eu sou o melhor. Simples. — disse Jans.
Oruma recebeu uma mensagem. Ele respondeu. — Estão prontos? — perguntou, seu olhar era o suficiente para inspirar a todos.
— Sim. — responderam.
Quando foram para fora uma van esperava por eles. ela estava para leva-los até o aeroporto.
— Ué, achei que a gente fosse de jatinho. — disse Sarah.
— Nós não somos os X-men. Para cada viagem a organização, me manda um valor e tenho que distribuir entre o vôo e estadia. — respondeu Oruma
— Calma aí. A gente vai de econômica? — perguntou indignado Jans.
— Claro. A não ser que você tenha dinheiro, para pagar para ir na executiva. — disse Oruma. Assim quebrando a expectativa dos seus sonhadores alunos.
O avião sobiu vôo.
— Não dá nem para pedir um caviar. — Jans fala como se estivesse preste a morrer.
— É só alguma horas. Olha lá, nem a Sarah ta reclamando. — disse Analin olhando Sarah dormindo.
2 de Março de 2019.
Port Moresby, Papua-Nova Guiné
Depois de mais de 30 horas de vôo e uma conexão, eles finalmente pousam em Port Moresby, a capital de Papua Nova-Guiné.
— Ah. Não aguentava mais ficar sentado. — espreguiçou-se Sakubo, estralando alguns ossos.
— Ninguém aguentava. Dormi tanto que estou com dor de cabeça. — comentou Sarah.
— Como vocês conseguem dormir? Eu fiquei o tempo todo acordado. — disse Lorenzo. Aquela havia sido sua primeira vez dentro de um avião.
— Vamos logo. — chamou Jans, já que apenas os três haviam ficado para trás.
Uma van os esperava na saída do aeroporto. Quando todos haviam adentrado Oruma os alertou. — Temos reserva em um hotel cinco estrelas no centro. Vocês vão poder conhecer a cidade.
— Nossa que chique. Cinco estrelas, vai ser minha primeira vez. — surpeendeu-se Sarah.
Quando desceram da van e observaram o hotel, não pareciam contentes, a entrada não tinha-os impressionado. Agora quando entrarão e virão o saguão, brilharam os olhos, principalmente pelos lustres que brilhavam em dourado e vermelho. As cadeiras de espera eram de couro preto e listra vermelhas, de se impressionar cada pessoa.
— Esperem aqui, vou pegar as chaves dos quartos. — disse Oruma se afastando.
— Eai. O que a gente vai fazer? — perguntou Sakubo.
— Eu tinha visto sobre uma praia atrativa, chamada Ela Beach, eu vou ir lá tirar uma fotos. — disse Sarah.
— Tem um museu/galeria de artes incrível aqui. Quando soube que iriamos vir para cá, fiz questão de reservar uma entrada para mim. — disse Analin com empolgação.
— Quando eu viajo gosto de ver e com meus olhos conhecer sobre a cultura do país. Então eu devo ir por algum lugar atrás de aldeias, e os povos da região. — disse Jans com um mapa em mãos.
— E você Lorenzo? — perguntou. Todos olham para ele.
— Eu não tive planos, eu nunca sai da Itália, nem de Nápolis, na verdade eu só sai para ir para a organização. — respondeu Lorenzo envergonhado.
— Então tamo junto. Também não fiz planos. — disse Sakubo.
Oruma voltou com as chaves em mãos e as entregou. — Jans essa é a sua, quarto 103. Lorenzo quarto 104. Sarah quarto 107 peguei esse por que sabia que você iria gostar da vista pro mar.
— Eu sou tão prevísivel assim? — perguntou Sarah, pegando a chave.
— Analin quarto 108 e Sakubo quarto 112, esse quarto se você abrir a janela vai sentir o ar forte bater. Deve causar paz para sua mente que sempre está quente. — entregou as chaves Oruma. — Vocês tem até oito horas da noite para voltar.
— Professor, o que você vai fazer até as oito? — perguntou Sakubo.
— Não sei. Acho que vou ficar pela piscina do hotel mesmo.
Jans vê mulheres conversando sorrindo enquanto olham para Oruma. — Já até sei o porquê. — murmurou.
— Relaxem. Temos ainda dois dias de estadia. Vocês poderamm conhecer a ilha toda. — Oruma olhou para trás e sorriu para as mulheres. — Vão lá. E coloquem as malas no quarto. Já sabem o horário de retorno.
Cada um foi para seu quarto guardar as malas. Jans foi o primeiro a sair com um mapa na mão "acho melhor eu pedir um táxi".
Quatro minutos depois Sakubo desceu do elevador. E foi para a porta do quarto de Lorenzo. Gritando e esmurrando a porta ele chamava. — Lorenzo. Lorenzo. Bora logo. — Lorenzo abriu a porta desesperado, com os ombros contidos e sussurrando — Para de gritar, o hotel tem outros hóspedes.
— Ah é. E aí pra onde nós vamos?
— Eu não sei. Acho que o Jans já saiu. — respondeu Lorenzo, pensante. — Já sei! Vamos perguntar para o professor Oruma.
— Você sabe qual o quarto que ele tá?
Lorenzo percebeu. — É eu não sei. Mas ele disse que iria na piscina, vamo lá ver.
Dois minutos depois saiu Analin com sua mochila e uma máquina fotográfica que carregava no pescoço. Sarah saiu logo depois. Vestia-se com um vestido florido, que chegava até metade de sua panturrilha. Um chápeu de palha com fitas vermelhas. No pé usava um chinelo branco comum, e carregava uma pequena bolsa de ombro de couro negro. Elas acabaram se encontrando no elevador. — Annie você vai ir como?
— De táxi. — respondeu Analin observado a vestimenta de Sarah. — Por que você ta indo tão exótica assim?
— Eu vou para a praia, ué. Vou tirar fotos também. — viu a máquina fotográfica que Analin levava.
— E o que tem nessa sua bolsa ai?
— Hum. Protetor solar, para eu não ficar parecida com um camarão. Meu celular, para as fotos. Minha carteirinha e dois batons, um azul-escuro e outro azul-claro, para combinar com o mar.
— Achei que não gostasse de batom.
— E não gosto, mas pode ficar bonito nas fotos.
Lorenzo e Sakubo acharam Oruma na área de piscina. Ele estava deitado tomando sol, sem camisa destacando seu porte físico, com óculos escuros e uma bermuda florida, muito usada para nadar.
— Professor.
Oruma levantou os óculos. — Vocês dois não vão para lugar nenhum não?
— Então viemos aqui para isso. Não sabemos o que podemos fazer? Jans saiu por aí. Analin foi em um museu e a Sarah foi para a praia. — disse Lorenzo a Oruma.
— E por que vocês não foram com nenhum deles?
Eles encararam-se com caras idiotas. Oruma levantou-se da cadeira. — Ah esquece. O café da manhã tá sendo servido, vamos comer e a gente procura alguma coisa para fazerem.
— Táxi. — Analin chamou na calçada. — Quanto fica daqui até o museu e galeria de artes?
— Trinta. — respondeu o motorista.
— Você passaria pela Ela Beach? — aproximou-se Sarah.
— Sim.
— Perfeito. A gente divide Annie. — Sarah entrou no carro. E ele partiu.
Jans pagou e saiu do táxi. Ele foi até um bar local, longe do centro para pedir informação ao dono. Ele colocou o mapa na mesa e perguntou. — Sabe me dizer como eu faço para chegar na entrada de alguma aldeia?
O homem não entendeu, e balançou a cabeça.
— Aldeia.
Ele continuara sem entender, e Jan a tentar. — Al. de. ia.
Ele continuou a balançar a cabeça, e suspendeu os ombros.
— Merda. Ele não entende. — Jans coçaou a cabeça e olha para os lados para encontar soluções.
— O que é que esse doido está falando? — perguntou um homem roliço na língua local deles.
— Eu sei lá. — respondeu o velho dono do bar.
"Já sei". Jans começou a fazer gestos de caneta para o dono do bar. O dono entregou uma caneta. Jans desenhou em um guardanapo uma oca e várias pessoas em frente.
— Esse moleque tá pensando que vivemos em tocas! — exclamou o velho dono.
O velho se levantou-se.
"finalmente entendeu" Jans era otimista. O velhou foi para atrás do balcão. E puxou uma longa espingarda.
— Ou, ou, ou, que isso. Não precisa disso. — Jans com passos curtos recuava. O velho carregou a espingar.
Jans deu no pé, antes mesmo do velho mirar. Correra como a muito não corria. "Eu quero ir embora". pensou correndo e quase chorando.
Oruma, Lorenzo e Sakubo foram comer na área de alimentação. As cabines tem uma grande diversidade de alimentos, que variam do doce ao salgado, do mal ao saudável.
— Professor, eu queria saber. Por que você se tornou professor? Eu andei pesquisando igual a Analin disse para fazer. E vi que normalmente depois de se formar, a grande maioria pega um cargo em algum governo. — perguntou Lorenzo.
— Na verdade não — Oruma limpou a boca, suja do chocolate do bolo de cenoura que comia. -, quando é completa a formação dentro da organização, eles liberam viver como bem desejar. Entretanto a organização continua ter os direitos sobre você. Se o nome consta no sistema como, orun ativo, eles podem designar em missões, porém, quem trabalha por fora não recebe remuneração pelas missões. Tem também quem só viva fazendo missão, a organização remunera bem pelo risco de vida. Agora caso trabalhe com algum cargo por dentro da organização a remuneração é a do cargo ocupante somadas as missões designadas. E os que pegam cargo em governos, normalmente fazem por ser quase garantido, graças a um acordo da organização com a O.N.U.
— Então não seria melhor só viver com as missões ou empregado na organização?
— Depende. Quando o desejo é o de viver uma vida normal, é melhor arrumar uma ocupação por fora. Viver ocupado dentro da organização tira muita da liberdade de uma pessoa que só quer viver normalmente possa ter, é um sistema complicado. Além de ser bem menor as chances de receber missões. Diferente de quem só vive de missõe, que recebe números muito maiores. — ele mordeu mais um pedaço de bolo, e bebeu um gole de suco. Uma bela mulher o encarou, o chamando-o para ir com ela. Ele parou de comer. Levantou e a seguiu. Deixando ambos os alunos ali, sentados. Eles só foram o reencontrar no que ele havia horário marcado.
Sarah desceu do carro, que parou em frente a calçada da praia. Despediu-se de Analin e partiu para seu caminho. Ela desfilava pela rua cumprimentando todo mundo que via, assimcomo uma verdadeira estrela pop. — Oi! Bom Dia! Dia lindo hoje! — mesmo alguns não a respondendo mantinha-se como um girassol que com o sol raiava-a mais lindamente. "Tá, agora é só procurar o melhor ângulo" pensou.
Ela olhou para todos os lados e acabou encontrando uma vista que trazia, o mar azul-cristalino, e as pedras que trariam uma estética, que ela considerava perfeita para as fotos. Lembrou-se que não tinha ninguém dos seus amigos a acompanhado, e não confiava na pessoas o suficente para entregar seu celular e para elas tirarem as fotos. Pensou por tempo e decidiu-se. Viu uma senhorinha que vendia sorvete pela praia. A pobre senhorinha parecia ter acabado de chegar para mais um dia de vendas. Sarah em seu espírito estrelado e bondoso aproximou-se da senhora. — Senhora. Por quanto tempo fica neste sol da praia, com o sal do mar batendo em seu rosto e o deteriorando? — a senhorinha pouco acostumada com turistas, pouco a conseguiu responder, fazendo apenas o número três com os dedos.
— Pagarei por todos os seus sorvetes hoje, para que vá para sua casa e descanse. A senhora apenas terá de tirar uma fotos para mim. — Propunha Sarah. Nada entendeu a pobre senhora.
— Quanto são seus sorvetes? — perguntou para a senhorinha. A senhora mais uma vez fez o número três. Sarah percebeu que nada ela entendia. Fez gestos de comprar tudo, a pobre senhorinha não acreditou e pareceu emocionar-se.
— Não precisa me dar nenhum dos sorvetes. — disserá. E fez gestos de fotos. Após uma luta, com a senhora querendo entregar-lhe todos os sorvetes e Sarah os recusando, dizendo que apenas queria que ela tirasse suas fotos. Finalmente a senhorinha entedeu. E tirou diversas fotos de Sarah.
Analin chegou ao museu, pagou sozinha o táxi, pois esqueceu de que teria de dividir com Sarah. Apenas a entrada a fazia estremecer-se de ansiedade. Entrou.
— Olá. Tem agendamento, ou entrará agora? — perguntou a recepcionista.
— Olá. Agendamento. Analin Beker. — disse Analin. A recpcionista olhou no monitor e confirmou sua entrada. — Seja bem vinda ao Museu e Galeria de Artes Nacional.
Analin autorizada, entrou. Olhou ao redor. Os diversos quadros e escultura que carregavam uma longa história. Levou as mãos fechadas as suas bochechas coradas e abriu um sorriso empolgado, com olhos fechados de tanta emoção.
Analin tirou várias fotos dos quadros e das esculturas. Parou para acompanhar vários guias, viu diversas obras diversificadas, e ouviu cada história envolta das artes com a mesma animação e emoção.
Um táxi parou em frente ao hotel. Dele saiu Sarah olhando as curtidas de suas fotos postadas. Outro táxi para logo atrás. Saiu Jans com cara de poucos amigos. — Jans. Como foi hoje? — perguntou animada Sarah.
— Eu quero ir embora desse país! — respondeu extremamente ríspido.
Oruma mandou uma mensagem para todos irem se reunir no quarto de número duzentos, que ficava no quarto andar. O quarto dele.
Fim do capítulo 3
Curiosidade 1: Eficiência
As eficiências, ditam o tanto de refino e o quanto consegue utilizar em cada um dos três orgão fontes. Rins, cérebro e coração. Um ser humano normal costuma variar a eficiência do 1 ao 10. Os oruns para serem considerados usuários com alto refino é necessário acima de 50. É possível extrapolar esses números, porém, trazem sérios riscos.
E.r - Eficiência dos rins.
E.cr - Eficiência do cérebro.
E.co - Eficiência do coração.
Personagens:
Nome: Seikei Makasashi
Idade: 23 anos
Data de Nascimento: 11/03/1996
Altura: 1,76
Peso: 69 kg
Nacionalidade: Japão
Especializado 1 estrela
Nome: Nyajasha Zarkesh
Idade: 34 anos
Data de Nascimento: 31/08/1985
Altura: 1,77
Peso: 71 kg
Nacionalidade: Índia
Elite
Nome: Emíllia Cátia Markosim
Idade: 25 anos
Data de Nascimento: 07/04/1994
Altura: 1,65
Peso: 51 kg
Nacionalidade: Bulgária
Graduado 2 estrelas