Capítulo 001: Subordinado.
Vila front.
Em uma vila, com casas de madeira velha, e estradas de pedras mal feitas.
Zero caminha, sujo, com roupas largas e rasgadas, cabelo longo e pele cinza seca. Parece não tomar um banho por anos.
Caminha e se apoia na entrada de um bar, de braços cruzados, ouvindo algumas conversas.
.. Um som de um copo de madeira bate sobre uma bancada, um grupo de homens bêbados e barbudos, vestindo roupas amarelas com listras nas extremidades e apenas um peitoral de ferro, e uma espada em sua cintura, no centro talhado um símbolo de tartaruga com escudos. parece o símbolo de algum clã.
-Porra! Morcegos miseráveis... - Diz o guerreiro que toma outro gole.
-Da próxima vez... vocês vão... ver.-
Parecem ter algumas cicatrizes em seus corpos. -Morcegos? Haa... aquela raça ainda existe.-
Murmura Zero para si mesmo. Voltando a caminhar, indo em direção a saída da vila.
"ATENÇÃO! fronteira com o abismo a frente."
-Hum... que placa mais pessimista.-
...
'Algumas horas depois '
...
Em uma trilha rodeada de árvores, iluminada pela luz da lua, Zero caminha.
-Pelo que entendi, aqui é a fronteira do Leste com o "Abismo".- Zero pensa.
À frente, um pequeno grupo de três homens-sapo patrulha o caminho.
Corpos verdes e pele pegajosa, cada um com dois olhos esbugalhados em cada lado da cabeça. Utilizando lanças de pedra.
Despreocupados, conversando entre si.
-Noite linda... hum?" Um deles desvia sua atenção.
Ao fundo, Zero caminha tranquilamente em direção a eles.
-Homens-sapo... a raça de maldição mais fraca do Abismo-, ele resmunga. -Meio nojento! Não que eu seja diferente, hehe, considerando que sou um zumbi, devo ser o único da minha espécie, já que ela foi extinta.-
Um sorriso de canto se forma em seu rosto, revelando dentes amarelados e pontiagudos.
Um dos homens-sapo age rápido, usando uma lança de pedra para perfurar o corpo de Zero. O golpe atravessa o corpo, mas se mantém firme.
Ele coloca as mãos no ombro do Homem-sapo, que o encara, confuso.
-Não funciona... hehe-, ele diz com um sorriso, antes de cravar os dentes no pescoço do homem-sapo, que paralisa ali mesmo.
Um outro Homem-sapo recua, enquanto o outro dispara em direção a sua tribo.
-Cheiro não humano... você é uma maldição!-, diz o Homem-sapo, ainda em posição de defesa.
Zero afasta o Homem-sapo paralisado, e retira sua lança cravada em seu peito.
A ferida lentamente se fecha, deixando o Homem-sapo em defesa confuso. -Você... b-benção?.-
Zero ergue seu braço, fazendo o Homem-sapo antes paralisado se mexer, de forma desleixada, obedecendo ao movimento de Zero.
Sua pele ao redor da mordida parece rachada e seca.
Saltando em direção ao outro Homem-sapo, surpreendido. Cravando a lança de pedra em sua cabeça...
...
-Vem comigo... quero bater um papo com seu chefe.- Diz Zero, ao seu subordinado, já caminhando, seguindo as pegadas do Homem-sapo que fugiu.
...
-Vou te chamar de... número 1, hehe-
...
Em uma tenda, um Homem-sapo gordo, com grandes bochechas sem cor, babando enquanto se alimenta de grandes baratas venenosas.
Ouve os sons de passos desesperados, -CHEFE! CHEFE!...- diz o Homem-sapo fugitivo, cansado, apontando para a floresta.
-Chefe... intruso... clã rival?-
O chefe, com sua pele que imita sombrancelhas levantadas, incomodado, cospe e resmunga...
-Hum?... será o clã dos Morcegos?...
-Chefe, parece humano, mas não humano!- diz o Homem-sapo aflito com a situação.
De repente, sons de Palmas vindo de fora da tenda. O Homem-sapo corre verificar a fonte dos sons, e lá está.
Na porteira de um pequeno cercado de madeira, ligeiramente afiada em suas extremidades.
Zero bate palmas, com o "Número 1"
ao lado, com a pele completamente rachada e seca.
-Estou entrando! espero não incomodar.-